VPS ajuda CM Lisboa a poupar energia

28.02.2018

O edifício do Campo Grande da Câmara Municipal de Lisboa é o eleito para ser incluído no projeto inteGRIDy - Integrated Smart GRID Cross-Functional Solutions for Optimized Synergetic Energy Distribution, Utilization & Storage Technologies. Este projeto, cuja duração é de quatro anos e que se insere no Programa H2020, tem como objetivo desenvolver uma plataforma que permita facilitar e otimizar as operações numa rede de distribuição recorrendo a tecnologias de armazenamento de energia e a fontes de energia renovável.

 

Serão estudados 10 exemplos de aplicação de pequena escala (edifícios) e grande escala (cidade/região), em oito países europeus, num total de 30 parceiros europeus envolvidos no projeto. Em Lisboa, no Edifício Municipal de Serviços, será desenvolvido o caso de estudo de Portugal, uma vez que ali trabalham diariamente cerca de 2.000 pessoas e onde são carregados 60 veículos elétricos que fazem parte da frota municipal, em duas estações de carregamento com um total de 60 pontos de recarga, registando um consumo médio de 3,2 GWh.

 

A Virtual Power Solutions irá aplicar a sua tecnologia com o intuito de reduzir o consumo de energia elétrica daquele edifício municipal, num trabalho conjunto que inclui a Lisboa E-Nova – Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, a Universidade Católica Portuguesa, a PH Energia e a Energia Simples.

 

Serão implementados sistemas de previsão de energia produzida por uma central fotovoltaica (de modo a gerar mais eletricidade ao mesmo tempo que reduz a carga da rede), serão integradas tarifas dinâmicas e, na parte de Automated Demand Response, serão usados bancos de gelo para armazenar frio ou agendar períodos de carregamento de veículos elétricos (de modo a combinar com os períodos de preços mais baixos da tarifa dinâmica).

 

Este projeto-piloto pretende perceber e avaliar o impacto que a instalação de painéis solares fotovoltaicos, carregamentos de veículos elétricos e armazenamento de energia em tanques de gelo terão nos consumos do edifício, integrando-os num sistema virtual inteligente que permita uma eficiente gestão energética. Terá ainda o apoio e a colaboração externa da Câmara Municipal de Lisboa, proprietária do edifício, e da Galp, que permitirá a análise dos dados de produção fotovoltaica no campo solar da Universidade de Lisboa.

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