Indústria: A gestão de energia ao serviço da eficiência na produção

21.04.2014

 

A energia, tanto o seu consumo como a sua qualidade, em qualquer indústria – mais do que noutro setor qualquer – é um dos mais importantes fatores de produção, dado que a sua ineficaz utilização resulta não só no desperdício de recursos financeiros, mas também no desaproveitamento de matéria-prima e de qualidade do produto final.


Enquanto a importação energética for inevitável e as tecnologias de produção e aproveitamento de recursos renováveis forem prematuras, não restam dúvidas que a solução para o problema da energia e do aumento dos seus custos de aquisição e produção reside na gestão de energia.


É lógico que para gerir qualquer quantidade de energia, é preciso conhecer quando, como e porquê essa quantia está a ser consumida ou produzida. Ou seja, para que uma empresa industrial possa levar a cabo uma eficiente gestão energética é preciso ter informação atempada e fiável sobre onde, quando e como está a consumir ou a produzir energia.


Para que isto aconteça de um modo eficaz, dado o elevado grau de sofisticação, detalhe e complexidade de qualquer processo industrial, é impraticável fazê-lo manualmente. Para além disso, em qualquer indústria, não interessa o consumo de energia em si, mas sim o consumo de energia associado ao produto final e dividido por centros de custo ou produção. Como cada indústria é diferente, com processos de produção distintos que requerem centros de custo singulares, a gestão energética eficiente obriga a uma plataforma que agregue em si mesma a informação proveniente de cada centro de custo e a sua afetação ao produto final e qualidade do mesmo.


O desenvolvimento na era digital para a sucessiva digitalização de funcionalidades, recursos, produtos e serviços, fez com que o conceito de Inteligência, como sendo o nome dado ao processo de recolha, tratamento e distribuição de informação, fizesse parte do quotidiano. Conceitos como “casa inteligente”, “tráfego inteligente”, “cidade inteligente”, ou “rede inteligente” são alguns dos termos popularizados dos dias de hoje.


Os sistemas “inteligentes” conseguem oferecer ferramentas de simulação, modelação, análise, monitorização e visualização que facilitam o desenvolvimento e manutenção de todo o processo industrial, para além de permitirem alterações radicais na relação consumo/produto e potenciam fortemente melhorias na eficiência energética global.


A ISA – Intelligent Sensing Anywhere é uma empresa de base tecnológica que tem vindo a desenvolver produtos, soluções e serviços para o mercado da energia. Como energia entendemos energia elétrica, combustíveis e também água. Nos últimos anos a ISA tem apostado fortemente no desenvolvimento de soluções de eficiência energética, nomeadamente sistemas de monitorização e gestão de consumos energéticos, ou seja, energia “inteligente”. Com presença em vários países como Espanha, França, Brasil, EUA e Médio Oriente, a ISA é hoje reconhecida internacionalmente nos setores onde atua. Exemplo disso é a recente distinção da ISA pela Gartner – maior consultora internacional de IT – na área de aplicações para Smart Cities.


O sistema que a ISA põe à disposição do cliente industrial chama-se Kisense e permite a gestão de energia, garantindo a rentabilização dos recursos sem prejuízo da qualidade de fabrico dos produtos, facilitando às empresas controlar autonomamente a energia como recurso controlável que é, eliminando todas as fontes de desperdício e melhorando automaticamente o funcionamento das instalações.


Por outro lado, sempre que a eficiência dos centros de custo e produção melhora ou piora é possível determinar quando e porquê ocorreram essas alterações, quantificando todos os recursos energéticos, financeiros e humanos, já que o Kisense está dotado de uma plataforma de software capaz de tratar milhares de streams de dados provenientes de sensores, armazenar esses dados e processá-los, permitindo assim que os utilizadores acedam à informação já tratada, de forma a que não só Técnicos e Diretores de Manutenção, mas também CEOs e Diretores Financeiros, tenham a informação completa e ferramentas para a tomada de decisões relativas à gestão energética.


Existem vários exemplos desta informação completa. Um deles é a representação gráfica do consumo específico ao longo do tempo, sendo o consumo específico perfeitamente editável de acordo com os objetivos do utilizador (por exemplo: consumo de energia por unidade de produto final). Neste caso, com as diferentes funcionalidades do Kisense, incluindo o controlo remoto dos circuitos que alimentam o parque industrial, as curvas de rendimento das máquinas utilizadas em cada centro de custo podem ser comparadas face à evolução registada dos consumos específicos de modo a criar valores padrão de performance/consumo e perceber rapidamente quais as máquinas que necessitam de intervenção e de que modo se pode ajustar o parque industrial à produção final.


Pegando neste exemplo, é possível também criar metas de redução de consumo geral ou específico, global ou por centro de custos, que podem ser acompanhadas pelo Kisense, através de visualização instantânea das curvas de consumo atuais face às transatas, ou alarmística ajustada a cada caso específico.


Com estes dois exemplos, escusado será referir que a verificação da faturação aplicada pelo fornecedor de energia da empresa poderá ser sempre confirmada, ajustada e, com a emergência do mercado liberalizado, negociada pelos clientes.


Com estas potencialidades, em média, pela nossa experiência e prática comum nos países industrializados, a recuperação do investimento inicial no Kisense é conseguida no prazo de 1 a 3 anos, com reduções médias de consumo por centros de custo de 3 a 5% em caldeiras, aquecimento ambiente, compressores, secadores e de 6 a 8% em motores, sistemas de bombagem, plataformas elevatórias, e fornos. Em relação à diferença entre consumo final e sua faturação conseguem-se obter valores de redução final no custo da energia entre 5% a 20%.

 

 

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